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A VENDA
“A VENDA”
“Lá longe, lá no sertão, no agreste, onde eu morava Não tinha supermercado, padaria ou mercearia Havia, porém, uma venda... Venda com linguiças defumadas penduradas no teto Venda de secos e molhados, onde menino ao ver o baleiro rodando Me enchia de água na boca... Era uma venda que tinha de tudo, até sorvetes e picolés Cada um mais gostoso do que o outro, que delícia! Onde o ‘Seu Zé’, dono da venda, marcava na caderneta, o fiado Embrulhando com barbantes e papel pardo, as nossas compras Ah, mas o tempo passou tão rápido E só de lembrar, desse passado distante Eu fico aqui parado.” *A venda* By Julio Cesar Mauro 13/10/2024
Julio Cesar Mauro
Enviado por Julio Cesar Mauro em 03/02/2026
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