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BARRIGA D'ÁGUA
“BARRIGA D’ÁGUA”
“Uma lembrança que sempre volta E não, nunca, me sai da cabeça É de minha infância e dos tempos idos… Preguiça mesmo, só de lembrar Eu, debaixo das árvores e dos manguezais Chupando mangas avidamente, até sobrar somente o caroço Era moço, moço, bem moço E não havia entre nós Nem o menor enrosco… Como nadar no açude proibitivo Entre placas de aviso, como osmose Que lá havia o perigo, de contrair esquistossomose… Bah! Mas que nada, ora veja Hoje a barriga é grande, só de tomar cervejas E como não lembrar, dos tempos idos, que beleza!” *Barriga d’água* By Julio Cesar Mauro 10/02/2026
Julio Cesar Mauro
Enviado por Julio Cesar Mauro em 10/02/2026
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