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A NAU
“A NAU”
“Velas ao mar!! Enfunadas, mas só que não! Aonde foi parar a bujarrona e a vela latina? Ah! Essa barcaça feito um esqueleto encalhado na areia… Ao vê-la assim, tão despedaçada, meus sonhos se despedaçam também Inerte, vazia, deserta, ali parada, ao sabor das vagas ondas do mar Ali a castigar seus costados, meu entusiasmo, naufraga também Outrora imponente a capitanear navios e barcos de todos os tamanhos E desde os tempos imorredouros dos Argonautas, que enfim se foram Nunca se viu tanta tristeza assim… Abandonada ali na praia… Como se fosse uma simples catraia O gigantesco navio ora a soçobrar Uma nau, antes, cheia de movimento e vida, a vagar E os marujos e seus grumetes e os velhos lobos do mar Ora restam em poesias e versos que a areia e a maresia Teimam em apressar, o seu dejeto feito um enorme trambolho Vinde ó deusa do mar Que nossas preces sejam ouvidas Para que enfim, nessa praia deserta Esse navio possa agora, descansar!” *A nau* By Julio Cesar Mauro 20/06/2026
Julio Cesar Mauro
Enviado por Julio Cesar Mauro em 20/06/2026
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